Atualizado em Agosto/2009

São José dos Campos, SP  

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OPINIÃO PÚBLICA - O JARDIM APOLO NA MÍDIA

 
Reunimos aqui algumas reportagens e cartas publicadas em jornais sobre o fechamento do Jardim Apolo.

2009

2006

2005


Jardim Apolo
29/10/2006   Valeparaibano

A Associação de Moradores e Amigos do Jardim Apolo foi criada com o único intuito de lutar para retirar das ruas do bairro os portões que inibem o acesso às ruas de ligação entre as avenidas que contornam o bairro e à Praça Flávio Roberto Craveiro, uma das maiores da região central, como pode ser observado por quem acesse o site www.amaapolo.com.br.

Qualquer outro objetivo que não este deve necessariamente ser votado em assembléia geral.

Lutamos, portanto com o único objetivo de revogar os decretos municipais que autorizaram o fechamento específico do bairro, considerando que estes decretos não se sustentam legalmente, sendo impossível conceder direito real de uso de áreas públicas caracterizadas como área de uso comum do povo, uma vez que as ruas e praça pública são utilizadas há várias décadas por toda população, inclusive para a travessia de pedestres entre as Avenidas Nove de Julho e São João.

Mesmo assim, os mapas oficiais da cidade desde 2004 não trazem mais a identificação de área verde no local da praça (vide site da prefeitura www.sjc.sp.gov.br).

Diante de enganos e declarações que repercutem de forma a denegrir a imagem de uma luta ética pelo bem da comunidade joseense, é importante ressaltar que todos os documentos oficiais da AMA Apolo protocolados junto aos órgãos públicos tratam única e exclusivamente da revogação dos decretos de fechamento do bairro, não estando em questão a lei 5441/99.

Delma Vidal, São José dos Campos


Um residencial dividido pela polêmica
26/10/2006   Valeparaibano


Na região central de São José, o Jardim Apolo vive um clima de constante polêmica desde que o bairro se tornou um loteamento fechado
www.valeparaibano.com.br/2006/10/26/bairro/apolo1.html


As grades instaladas nas 13 ruas de acesso ao Jardim Apolo, na zona central de São José, garantiram status de 'loteamento fechado' ao bairro de 700 moradores desde setembro de 2005. O que era uma conquista, no entanto, gerou uma divisão entre os vizinhos - descontente com o fechamento, um grupo de moradores resolveu brigar contra a medida.

As grades vieram acompanhadas de taxas de manutenção - entre R$ 358 e R$ 800 - e desencadearam uma disputa entre os moradores. Processos judiciais de cobrança da taxa de manutenção tramitam na Justiça. Contrários ao fechamento e à cobrança da taxa lutam para revogar a lei.

Pelas ruas, os dois grupos unem forças em busca de harmonia e tranquilidade. A mesma tranquilidade e qualidade de vida imaginada desde a criação do loteamento em 1968, afirma o engenheiro José Mariano Zeppelini, 72 anos - que atuou no loteamento do bairro.

Segundo Zeppelini, o bairro não foi fechado à época por não existir uma legislação que viabilizasse o fechamento. Com a criação do decreto 5441/99, o antigo sonho de Zeppelini foi retomado.

Como ele, moradores associados à Socimja (Sociedade dos Moradores do Jardim Apolo), que afirma representar a maioria da população do bairro, engrossaram um movimento em 'defesa' do fechamento.

Para a professora Marta de Oliveira Malta, 74 anos, no entanto, as grades limitam sua liberdade e transformam as arborizadas ruas em desertos urbanos. "Perdi minha liberdade. Desde o fechamento dos portões, me sinto aprisionada por grades e com a mesma sensação de insegurança. As ruas estão desertas."

Marta faz parte da AMA-Apolo (Associação de Amigos e Moradores do Apolo), grupo de moradores contrários às grades e guaritas.

SOCIMJA - Com adesão de mais de 70% dos moradores, a Socimja aponta que o fechamento é democrático e tem respaldo jurídico. Ela valida a medida à redução da violência, fim dos assaltos e da eventual circulação de drogas pelas ruas do bairro.

Vítimas de assalto que moram no bairro defenderam o fechamento do Jardim Apolo. Moradora do bairro há 10 anos, a publicitária Sonia Maria Pessoa de Mello Securato, 56 anos, chegou a instalar cerca elétrica e portão automático com medo de novos assaltos.

Segundo o presidente da Socimja, o professor Carlos Augusto Pavanelli, 53 anos, atualmente 80% dos moradores efetuam o pagamento da taxa de manutenção. Os recursos são destinados ao serviço de portaria, jardinagem e limpeza de rua.

AMA-APOLO - Contrários ao fechamento do Jardim Apolo, a Associação de Moradores e Amigos do Apolo criou site e distribui informativos mensais para apontar as deficiências de segurança e limpeza do bairro.

A professora Delma de Matos Vidal, 55 anos, afirma que grupo continua lutando para revogar o decreto de fechamento e de mudanças no zoneamento do local, permitindo a instalação de pontos de comércio e serviços nos imóveis localizados nas pontas das quadras. (Correção desta declaração foi publicada na edição do dia 28/10/2006: "Diferentemente do publicado à página 6 do caderno Seu Bairro, na edição do último dia 26, a professora e vice-presidente da AMA-Apolo, Delma de Matos Vidal, não defende a mudança de zoneamento do Jardim Apolo. Ela reivindica a revogação do decreto 5.441/99, que autorizou o fechamento do loteamento." www.valeparaibano.com.br/2006/10/28/sjc/correcao.html Mais uma vez o jornal errou... pois a AMA-APOLO não questiona a lei 5441/99 mas sim os decretos que autorizaram o fechamento do Jardim Apolo. Veja carta publicada no dia 29/10/2006.

Jardim Apolo - Perfil

- Possui cerca de 700 moradores
- Foi fechado em 7 de setembro de 2005
- Loteamento iniciado em 1968 pela Martins Agro Imobiliária
- O bairro possui uma área total de 233 mil metros quadrados, 22 mil destinados a áreas verdes. Sendo 220 residências
- Segundo a Socimja (Sociedade dos Moradores do Jardim Apolo), 70% dos moradores são favoráveis ao fechamento. Segundo eles, a AMA-Apolo representa 6% dos moradores
- A AMA-Apolo (Associação de Amigos e Moradores do Apolo), afirma que 30% dos moradores são contrários ao fechamento e à cobrança de taxas

Prefeitura aplica legislação

A Secretaria de Planejamento da Prefeitura de São José não se manifestou sobre o 'desentendimento' gerado entre os moradores do Jardim Apolo, na região central, após o fechamento do bairro, com base no decreto municipal 5.441/99. A pasta informou apenas seguir as normas da legislação municipal em vigor.

A líder do governo na Câmara, vereadora Dulce Rita (PSB), informou que a alteração no zoneamento do Jardim Apolo, de área restritamente residencial para área mista com permissão de comércio e serviço nos imóveis localizados nas pontas de quadras das avenidas 9 de Julho e São João, só será alterada caso haja consenso. "Vai prevalecer a vontade da maioria", disse a vereadora.

LOTEAMENTOS - Um total de 14 loteamentos fechados foram regularizados pela prefeitura com base na lei 5.441/99, entre os anos de 2004 e 2006, segundo a Secretaria de Planejamento.

A maioria dos condomínios está localizado na região oeste da cidade. Entre eles, Altos da Serra 4, Portal da Serra, Sunset Park e Jardim Aquárius 3, 4 e 5.

Outros 11 pedidos de fechamento de loteamentos - entre eles, Altos da Serra 1, 3 e 4, Eldorado e Reserva do Paratehy, na região oeste, além do Residencial Jardins, na zona sul, e Chácaras São José, tramitam na Secretaria de Planejamento.

LEI - A lei municipal 5.441/99, que autorizou o fechamento de loteamentos em São José dos Campos, torna os condomínios responsáveis pelos serviços de limpeza das ruas, manutenção e sinalização viária, segurança, urbanização das áreas verdes e de lazer.


Condomínio Clandestino   
06/10/2006  Vejo São José    www.vejosaojose.com.br/condominioclandestino.htm
 

São José dos Campos tem as suas particularidades, uma delas é a não participação dos mais privilegiados nos destinos da cidade.  Acassio Costa (*)

Fica cada um no seu canto, defendendo o emprego, os interesses particulares e a cidade que se arrebente. Graças a essa divisão, organizou-se uma turma braba que acabou por tomar conta da administração municipal, que não fica somente nas coisas boas, imiscui-se na vida dos cidadãos beneficiando mais de quatrocentas pessoas com cargos comissionados a um custo de mais de um milhão de reais mensais ao erário.

A metade disso, segundo se sabe, se destina a calar a boca dos veículos de comunicação. Até os tablóides mini-nanicos entram na fila para receber o jabá mensal, basta folhear os papeluchos que se verá a publicidade oficial. Isso e muito mais. Enquanto isso, os mais esclarecidos que deveriam botar a boca no trombone calam-se. Como eles mesmo comentam: “pra que entrar em bola dividida e sofrer perseguições?”

Na hora que alguns populares se reuniram para contestar o aumento dos salários dos vereadores, somente os moradores do Pinheirinho e alguns sindicalistas estiveram nos protestos em frente à Câmara Municipal. Não havia ninguém da Associação Comercial, do Sindicato do Comércio, associações de bairro e figuras que se dizem “representativas”.

Quando o vereador Jorley do Amaral propôs e aprovou uma lei autorizando o fechamento com grades do Jardim Apolo, na área nobre da cidade, ninguém se pronunciou contrário e o resultado aí está: vários moradores, alguns deles idosos e aposentados, estão sendo coagidos a pagar uma taxa de condomínio. Quando se recusam, passam a ser coagidos e até recebem cobranças de um escritório de advocacia local. A situação torna-se insuportável e alguns aposentados já estão com problemas de saúde em razão dos aborrecimentos.

Na última quinta feira, dia 5, moradores do Apolo estiveram reunidos com alguns vereadores na Câmara Municipal quando foram aconselhados pelo presidente Dilermano Dié a se reunir num abaixo assinado solicitando da edilidade a mudança da Lei e a retirada das grades. O vereador Jorley do Amaral esteve presente e tentou se justificar. A vereadora Amélia Naomi afirmou ser um absurdo o fechamento além de inconstitucional já que cerceia o direito de ir e vir dos cidadãos em área pública.

Segundo soube, de cabelos pintados, os vereadores Dié e Jorley do Amaral apenas choveram no molhado e empurraram com a barriga uma discussão séria que agora envolve a saúde e a cidadania dos moradores do Jardim Apolo.

A briga está grande e tende a aumentar já que outra associação de moradores foi organizada, a AMA-APOLO - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES E AMIGOS DO APOLO, presidida por Ricardo Debiase Pinto, com site na internet: www.amaapolo.com.br disposta a promover uma guerra santa contra a SOCIMJA a responsável pela implantação das grades e a contratação de agentes de segurança.

(*) Acassio Costa é advogado - acassio@vejosaojose.com.br


Queda de braço - 'Batalha' no Jardim Apolo chega à Câmara   29/09/2006   Valeparaibano
 
Clique para ver a reportagem originalGrupo contrário ao condomínio de São José tenta derrubar lei; moradores favoráveis se unem contra a medida

Chico Pereira  
www.valeparaibano.com.br/2006/09/29/sjc/japolo1.html

Um ano depois, o fechamento das ruas do Jardim Apolo, residencial de classe média-alta na região central de São José dos Campos, a disputa entre grupos do bairro pró e contra o condomínio chegou à Câmara.

Moradores favoráveis e contrários ao fechamento do bairro com portões travam um embate que já extrapolou as bonitas ruas do residencial e chegou às esferas judicial e política.

Desde julho, o grupo contrário às guaritas e grades nas ruas reúne forças em torno da recém fundada AMA-Apolo (Associação de Amigos e Moradores do Apolo) para tentar derrubar o decreto municipal que autorizou o fechamento.

O grupo trabalha também para mudar o zoneamento do local, que é estritamente residencial, para permitir a instalação de comércio e serviços nos imóveis de pontas de quadras voltados às avenidas Nove de Julho e São João.

Do outro lado, os moradores favoráveis ao fechamento e à manutenção do zoneamento atual se agrupam na Socimja (Sociedade dos Moradores do Jardim Apolo), criada há 23 anos, que, segundo eles, representa a maioria dos moradores.

BATALHA - O grupo da AMA-Apolo diz que o residencial --de 13 ruas, 1 praça e 235 casas-- não se enquadra na lei municipal, aprovada em 99 e referendada pelo Tribunal de Justiça em 2003, que permitiu a regularização de condomínios fechados.

O bairro obteve autorização para fechar as ruas em 2004. No último dia 7, completou um ano da efetiva transformação do Jardim Apolo em condomínio, com livre acesso ao bairro --uma exigência da prefeitura.

CONTRA - O presidente da AMA-Apolo, Ricardo Debiase Pinto, disse que a decisão de fechamento nunca foi uma questão pacífica. "Sempre fomos contra, pois o Apolo é um bairro aberto e não se enquadra na legislação de condomínios".

Outra revolta do grupo é a cobrança de uma taxa pela Socimja, que varia de R$ 400 a R$ 800, para custear as despesas com manutenção e segurança do residencial.

"Já pagamos impostos e a obrigação da segurança e da conservação é do poder público", afirmou. Segundo ele, dezenas de moradores contestam a taxa na Justiça.

PRÓ - Por outro lado, o presidente da Socimja, Carlos Pavanelli, afirma que o descontentamento do grupo oposto representa 'uma minoria'. "A revolta é porque a Justiça autorizou a cobrança da taxa", disse.

"A maioria dos moradores quer que o Apolo continue fechado para ter mais segurança e permaneça estritamente residencial", disse o presidente da Socimja.

REPERCUSSÃO - A advogada Flávia Fidalgo considera 'absurdo e constrangedor' o fechamento das ruas e circula com um abaixo-assinado para reivindicar a retirada das grades.

O economista aposentado Rubens Porto e o casal Avelino e Lygia Schreiner também são contrários. "É ridículo", afirmou Rubens. "O bairro morreu depois que as ruas foram fechadas", disse o casal.

Já para o empresário Jorge Zeppelini e para o arquiteto João Fischer, o fechamento trouxe mais segurança e sossego ao Apolo. "Quando surgiu, o Apolo era para ser um bairro fechado. Depois do fechamento, acabaram os problemas de consumo de drogas", disse Zepellini.


Grupo se reúne com vereadores  29/09/2006  www.valeparaibano.com.br/2006/09/29/sjc/japolo2.html

Na próxima terça-feira, representantes do grupo em favor da retirada das grades vai se reunir com os vereadores na Câmara para expor sua posição. A reunião foi agendada pela vereadora e líder do governo, Dulce Rita (PSB).

"Vamos ouvir o que os moradores têm a dizer e encaminhar o assunto para análise da Secretaria de Planejamento", afirmou Dulce Rita. Segundo ela, no momento, não há possibilidade de haver mudança no bairro.

A vereadora Amélia Naomi (PT) disse ser favorável à reivindicação do grupo e ajudou a articular o encontro marcado para a próxima semana. "Os moradores têm direito de discutir o assunto, por isso, vamos nos reunir com eles", afirmou.

O vereador Fernando Petiti (PSDB) disse que é favorável à manutenção da situação atual do bairro. "A Socimja lutou muito para fechar o residencial e o fechamento trouxe mais segurança e sossego aos moradores", disse.

A Secretaria de Planejamento de São José informou que o município cumpre o que determina a legislação em vigor.
 
 
14 pedidos já foram aprovados   www.valeparaibano.com.br/2006/09/29/sjc/japolo3.html

Um total de 14 loteamentos fechados foram regularizados pela prefeitura, com base na lei 5.441/99, entre 2004 e 2006, segundo a Secretaria de Planejamento Urbano de São José.

A maioria dos condomínios está localizado na região oeste da cidade. Entre eles, Altos da Serra 4, Portal da Serra, Sunset Park e Jardim Aquárius 3, 4 e 5.

A secretaria informou que tramitam outros 11 pedidos para fechamento de loteamentos --entre eles, Altos da Serra 1, 3 e 4, Eldorado e Reserva do Parathey, na região oeste, além do Residencial Jardins, na zona sul, e Chácaras São José.

Para a coordenadora do curso de mestrado em planejamento urbano da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Sandra Fonseca Costa, os loteamentos fechados são a 'anticidade, pois representam a segregação de um grupo de moradores em relação ao restante dos demais'.

Segundo ela, o fechamento de residenciais significa que o poder público, seja federal, estadual ou municipal, não tem cumprido os seus deveres, como segurança.


Polêmica no Apolo     27/09/2006 Valeparaibano
 
Mais uma vez a Socimja (Sociedade dos Moradores do Jardim Apolo) tenta induzir ao erro os leitores e deturpar os fatos (ao veicular no valeparaibano de 23.09.06 um artigo em sua página 2), pois sabem perfeitamente que a Ama-Apolo não contesta a Lei e sim a odiosa autorização da Prefeitura para o fechamento do bairro e a criativa forma adotada para enquadrar o Jardim Apolo I na Lei 5.441/99 de 4 de agosto de 1999.
 
A Lei não se aplica ao bairro Jardim Apolo e, tanto é verdade, que a Prefeitura sabiamente autorizou o fechamento a título precário. Por sua vez, a Socimja, mesmo ciente da impossibilidade de mudança de regime jurídico para a Lei dos Condomínios e Incorporações (Lei 4.591/64) e a partir e 11/01/2003, pelo novo Código Civil (Lei 10.406/2002), divulga o termo condomínio em seus informativos, jornais e processos, na tentativa de legitimar uma cobrança de 'taxa de pedágio' como se fosse taxa de condomínio, que só poderia ser cobrada de seus associados e que, indevidamente, tenta cobrar dos moradores do bairro como se condomínio fosse.
 
A Associação de Moradores e Amigos do Apolo, que não compactua com esse tipo de procedimento foi criada com o objetivo de restabelecer a condição original do bairro, com permissão para uso comercial nos imóveis que fazem frente para as Avenidas São João e Nove de Julho, porém, com restrições de uso, tipo de comércio e de edificações prediais que ficariam limitadas ao máximo de dois pavimentos, e ainda, defender os interesses de boa parte dos moradores que há cerca de 30 anos residem no bairro que teve a sua origem num loteamento sem qualquer previsão de fechamento por ocasião do seu planejamento, aprovação, venda e escrituração dos lotes.
 
O fato é que, com a constituição da AMA-APOLO, muitos dos moradores que não concordam com a ocupação de luxo promovida no bairro e que foram constrangidos e mesmo, compelidos a pagar tais taxas estão deixando de fazê-lo e se associando a nossa entidade, por concordarem com os princípios e com os nossos objetivos sociais.
 
A alegação de falta de segurança que justificou a época o fechamento do bairro não procede, pois, segundo o Sr. José Vicente da Silva Filho que é pesquisador do Instituto Fernand Braudel e ex-secretário Nacional de Segurança, a realidade é que nos últimos 15 anos pode-se contar nos dedos da mão os registros policiais de fatos ocorridos no Jardim Apolo, um dos lugares mais seguros e tranqüilos desta cidade.
 
Por essa mesma razão e diferentemente da Socimja, acreditamos que o Estado cumpre o seu papel de segurança na cidade e no nosso bairro!
 
A Lei está correta! O que não concordamos é com o enquadramento irregular do bairro e com o desrespeito à Constituição Federal no que tange ao direito adquirido dos moradores, atos jurídicos perfeitos, ao direito de ir e vir e de livre associar-se.
 
Ricardo Debiase Pinto, São José dos Campos

Muros e Grades     27/09/2006 Valeparaibano
 
Membros da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Apolo entregam material para vereadores da oposição reivindicando a retirada de 12 portarias colocadas nas entradas do bairro, na região central de São José. Para eles, a medida tomada em setembro de 2005, com aval da prefeitura, é inconstitucional e deve ser revogada. A Sociedade de Moradores do bairro considera a prática legal e embasada por decretos municipais.


Polêmica no Apolo    19/09/2006  Valeparaibano

A oportuna matéria publicada no último dia 13 de setembro 'Taxa alimenta polêmica no Apolo' apresenta algumas impropriedades que precisam ser melhor esclarecidas e informadas aos leitores.

A primeira delas trata da generalização da palavra "condomínio" que vem sendo largamente usada de forma equivocada pelos veículos de comunicação e pela SOCIMJA. É bom que se diga que o bairro Jardim Apolo não pode se transformar em "condomínio" por que as áreas verdes, praça e vias de ligação entre bairros são patrimônio público e, portanto, os moradores do bairro não podem ser co-proprietários das áreas em questão.

Num condomínio residencial fechado, as ruas internas, as áreas de lazer são consideradas áreas comuns e pertencem aos proprietários de imóveis no empreendimento. Eles são na verdade, proprietários de uma fração ideal do empreendimento. Portanto, essas áreas não pertencem ao patrimônio público. É o mesmo caso das áreas comuns dos prédios residências, comerciais e outros loteamentos ditos fechados, o que não é o caso em tela.

Faltou dizer que a SOCIMJA recebeu autorização da prefeitura a título precário, para fechar as ruas do bairro e não para transformar o bairro em condomínio, simplesmente, por que é impossível. Na verdade, trata-se de um odioso "condomínio clandestino".

O interesse da SOCIMJA em denominá-lo "Condomínio Atípico Jardim Apolo" tem um único objetivo: compelir sob ameaça de cobrança judicial a totalidade dos moradores do bairro a arcar com os custos dessa invasão.

Eles sabem perfeitamente que uma associação não tem força de cobrança junto aos seus associados por que ela não pode obrigar as pessoas a se associarem, conforme artigo 5º, inciso 20 da Constituição, promulgada e em vigor desde o dia 5 de outubro de 1988, regra que prevê como garantia fundamental de todo o cidadão brasileiro o direito de livre associação.

A segunda impropriedade decorre também do direito de livre associação. O morador do bairro que náo é associado da SOCIMJA não pode ser obrigado a pagar taxas "condominiais", criadas sem um critério que tenha por base as normas brasileiras estabelecidas para as incorporações imobiliárias para registro de condomínios. Sendo assim, não podem e não devem ser considerados inadimplentes.

Gustavo Machado, São José dos Campos
http://www.valeparaibano.com.br/2006/09/19/pag02/cartas.html


Taxa alimenta polêmica no Jd. Apolo   13/09/2006
www.valeparaibano.com.br/2006/09/13/sjc/apolo.html      
(clique na imagem para ver a reportagem completa)

Clique na imagem para ampliarMoradores do bairro Jardim Apolo, região central de São José, formaram a Ama-Apolo (Associação de Moradores e Amigos do Apolo) com o objetivo de reivindicar o fim do fechamento do bairro, que foi transformado em um condomínio em 2005.
 
Fundada em julho deste ano, a associação reúne moradores do Jardim Apolo e dos demais bairros da região, que se sentem coagidos com a situação atual e pretendem restabelecer a condição original do local.
 
Segundo o presidente da Ama-Apolo, Ricardo Debiase Pinto, os moradores do bairro são obrigados a aderir às normas estabelecidas pela Socimja (Sociedade de Moradores do Jardim Apolo), responsável pelo fechamento do local com autorização da administração municipal. Uma dessas obrigações é a cobrança de uma taxa de condomínio no valor de R$ 560, que teria sido estipulada há cerca de um ano pela Socimja. Segundo Debiase, a cobrança está sendo feita judicialmente aos moradores inadimplentes.
 
O assunto foi discutido na última segunda-feira durante audiência realizada na Câmara sobre o Plano Diretor. Segundo Debiase, o presidente da Socimja, Carlos Augusto Pavanelli, afirmou durante a audiência que as normas da Socimja são "democráticas". "Ele não foi sincero, pois todos os moradores do Jardim Apolo estão sendo obrigados a pagar", disse.
 
Para reivindicar a retirada dos portões que demarcam o condomínio, Debiase informou que a Ama-Apolo recolheu em torno de 5.000 assinaturas na região e conta com 36 associados.
 
OUTRO LADO - O presidente da Socimja, Carlos Augusto Pavanelli, disse que todos os moradores foram informados sobre a cobrança da taxa de condomínio na época em que foi votada a adesão ao fechamento.
Segundo ele, a arrecadação é destinada à manutenção do local, como limpeza das ruas e áreas verdes e serviço de portaria e varia de acordo com o tamanho dos lotes. O menor valor é de R$ 358, referente a um lote de 540 metros quadrados.
Segundo a prefeitura, a discussão das reivindicações deve ser feita durante audiência sobre a lei de parcelamento do solo e não durante a votação do Plano Diretor.
 
Com relação à cobrança de taxa de condomínio, a prefeitura informou que não pode interferir, pois na época do fechamento a proposta estava de acordo com as normas exigidas.


Moradores reagem ao fechamento das ruas do Jardim Apolo   01/09/2006 Jornal Vila Ema

Os decretos municipais, considerados arbitrários e discriminatórios, que autorizaram em caráter precário o fechamento das ruas do bairro Jardim Apolo, em São José dos Campos, motivou proprietários de imóveis, moradores vizinhos e aqueles que não concordam com o referido fechamento, a lutar em defesa dos seus direitos e legítimos interesses. Para tanto, resolveram criar uma associação denominada de AMA-APOLO (Associação de Moradores e Amigos do Apoio).
 
Em pouco tempo de existência, a entidade já definiu estratégias de trabalho e metas objetivando defender em primeiro plano os interesses e os direitos transgredidos dos seus associados e, em segundo plano, os direitos dos munícipes em geral, sempre, com base nos princípios e objetivos de seu Estatuto Social.
 
De acordo com o presidente da AMA-APOLO, Ricardo Debiase Pinto, a associação visa, essencialmente, restabelecer a condição original do bairro, devolvendo a todos os munícipes o livre acesso às áreas públicas, a Praça Professor Flávio Roberto Craveiro com cerca de 18.500m2 e as vias públicas existentes no bairro, que foram cedidas indevidamente pela Prefeitura Municipal de São José dos Campos (PMSJC) à Sociedade dos Moradores do Jardim Apoio (SQCIMJA), para seu uso exclusivo e de seus associados.
 
Segundo ele, trata-se, na verdade de uma invasão / apropriação de área pública de grande valor venal com o consentimento a titulo precário da Prefeitura e com a finalidade de propiciar maior valorização aos imóveis no bairro. Ainda segundo a associação, o procedimento adotado pela SOCIMJA com o consentimento da Prefeitura é similar ao das invasões de terra que vêm sendo promovidas em todo o pais por grileiros profissionais, acobertados sempre por movimentos populares, associações, etc.
 
Num primeiro momento, a autoridade constituída consente a invasão da área e tempos depois, homologa os direitos do invasor sobre a área. No entendimento da AMA-APOLO, que não concorda e não deseja compactuar com esse tipo de comportamento, considera que, apropriar-se daquilo que não lhe pertence, de forma consentida ou não, e incorporá-lo ao seu patrimônio, é enriquecimento ilícito.
 
Conforme os seus dirigentes, a associação pretende ainda servir de porta-voz dos anseios dos moradores e amigos do bairro diante do descaso do poder público municipal ou com o objetivo de interesse comum da entidade e de seus associados. Ricardo Debiase informou ainda que a associação está de portas abertas para todos aqueles que respeitam e desejam lutar pelos direitos adquiridos dos seus concidadãos, independentemente, de serem moradores do Apolo ou dos bairros vizinhos. Segundo Debiase, ainda que a SOCIMJA venha a justificar o fechamento das ruas, alegando questões de segurança para seus moradores, o direito de ir e vir e a convivência entre concidadãos são fundamentais como expressão própria de liberdade dos moradores do bairro e de seus vizinhos.
 
Criou-se uma paranóia sobre insegurança em nome da modernidade e da realidade. É evidente que estamos vivendo um mundo conturbado pela onda de seqüestros, assaltos, entre outros atos de violência, mas, nada disso justifica a tal iniciativa de isolamento a que se propõem os defensores do enclausuramento do bairro. Até porque, por maior que seja o aparato, não há como dar garantias de segurança total a um bairro com doze portarias, declarou Debiase.
 
A associação é uma entidade sem fins lucrativos que visa, exclusivamente, preservar os direitos e defender os interesses da comunidade como um todo e que têm como uma das suas principais atribuições à cobrança de uma maior responsabilidade das autoridades constituídas, nos assuntos de interesse do bairro, principalmente, com relação aos serviços de limpeza e conservação das ruas, áreas verdes e institucionais, policiamento e segurança que são de responsabilidade exclusiva do Município e do Estado.
 
AMA-APOLQ Associação de Moradores e Amigos do Apolo  www.amaapolo.com.br


Ainda o Jardim Apolo
www.valeparaibano.com.br/2006/03/23/pag02/cartas.html        23/03/2006

Não se discute que o fechamento do Jardim Apolo foi autorizado pela Prefeitura e que a criação de condomínios fechados está se tornando habitual em nossos dias.

Difícil é entender como que as ruas Amparo e Ubatuba foram e continuam fechadas. A Lei 5.441 de 04/08/99, e a sua regulamentação pelo Decreto 10.969/03 de 19/05/03, deixam absolutamente claro que só poderão ser fechadas ruas sem saída. O referido decreto cita sempre e somente "ruas sem saída". Em nenhuma vez a palavra rua aparece sem que haja a complementação sem saída.

As ruas Amparo e Ubatuba não só têm saída, como constituem o melhor elo de ligação entre as avenidas Madre Paula e São João, sendo sem nenhuma dúvida o percurso ideal de retorno à avenida São João para quem deseja ir no sentido centro-bairro. Assim, parece ter havido um fechamento de ruas em concreto desacordo da lei, e não apenas um teórico prejuízo do direito de ir e vir. A prefeitura percebeu que iria dificultar o trânsito e, como paliativo, a rua Augusto E. Ehlke foi transformada em mão dupla para abrir possibilidade de retorno à av. São João. Porém um veículo que, por exemplo, saia do estacionamento da Igreja Sagrada Família com destino ao Shopping Colinas, tem de circular muito mais do que faria antes.

Tão surpreendente quanto a criação de mão dupla para a rua Augusto E. Ehlke foi a exagerada ampliação da área de estacionamento proibido em todas esquinas das avenidas São João e Nove de Julho com as ruas do Jardim Apolo.

Em todas elas foram suprimidas diversas vagas, e o mais curioso é que o espaço interditado para estacionamento varia, e muito, de uma esquina para outra e até mesmo entre lados de uma mesma esquina, de uma mesma rua.

Como os portões do Jardim Apolo funcionam na contramão de direção, foi aumentada a área livre para facilitar a entrada e saída de veículos. Mas o aumento foi muito além do necessário para a trajetória de qualquer carreta que tenha de fazer a conversão.

Vagas importantes foram desnecessariamente suprimidas numa área em que além de um comércio crescente tem feira todas as sextas na Vila Adyanna.

As obras que estão sendo executadas pela Prefeitura na Av. Nove de Julho destruíram a sinalização do solo mas criaram uma oportunidade para que a nova sinalização a ser feita não deixe de atender às particularidades de acesso ao Jardim Apolo porém sem o exagero de, desnecessariamente, inutilizar preciosas vagas para estacionamento.
 
Joacir Neme Mendonça, São José dos Campos


Fechamento de ruas gera polêmica - Jardim Apolo
www.valeparaibano.com.br/2006/03/16/bairro/0603.html       16/03/2006
 

Cercados por câmeras, muros, portões e seguranças particulares, o fechamento das ruas do Jardim Apolo gerou polêmica ao exigir a identificação das pessoas que pretendem cruzar o "condomínio", entre as avenidas 9 de Julho e São João.

Muitos pedestres afirmam que a medida fere o direito de "ir e vir" dos cidadãos nas ruas e avenidas públicas.

O vendedor Rodolfo Bráz, 22 anos, mora no Jardim Morumbi, na zona sul, disse que ao tentar entrar no Jardim Apolo há algumas semanas foi obrigado a apresentar seu RG.

"Tive que me identificar, isso porque eu estava com a minha mãe que trabalhava numa casa do bairro", disse.


Prefeitura analisa 9 processos
www.valeparaibano.com.br/2006/03/16/bairro/0602.html        16/03/2006
 
Pelo menos nove condomínios de casas de alto padrão em São José dos Campos esperam ser regularizados pela prefeitura nos próximos meses. Atualmente, 13 condomínios horizontais da cidade estão com o fechamento autorizado por lei.

Os últimos loteamentos fechados que foram regularizados são o Bosque Imperial, Residencial Altos da Serra 2 e 5, além do Jardim Aquarius 3. Todos têm como base uma lei municipal de agosto de 1999, que prevê o fechamento de ruas sem saída, loteamentos e vilas na cidade.

Segundo a secretária de Planejamento de São José, Eliana Pinheiro, todos esses loteamentos foram fechados ao longo dos anos --exceto o bairro Jardim Apolo, na zona central.

Os condomínios ficam responsáveis pela limpeza das vias, urbanização e manutenção das áreas verdes.


Fechamento de Ruas
www.valeparaibano.com.br/2006/02/21/pag02/cartas.html      21/02/2006

O recente fechamento do bairro Jardim Apolo com portões e guaritas representa um atentado ao direito de ir e vir dos moradores do entorno. Mães e crianças deixam de usufruir de áreas verdes para lazer. Pessoas que gostavam de caminhar ou correr no entardecer nestas ruas mais sossegadas e com pouco trânsito não mais o fazem. Isto porque pensam que é proibido ingressar ou quando assim o tentam, se vêem diante do constrangimento de ter de apresentar RG a guardas, sem poder de polícia e autoridade legal para tanto. Ou seja, virtualmente impedidos de usufruir da área verde pública central, que sabemos ter sido estabelecida por exigência de posturas municipais, quando da aprovação do loteamento.

Preocupante é constatar que os Poderes Executivo Municipal e o Judicial assistem impávidos a este abuso. As ruas do bairro são públicas e como tal cadastradas como logradouros públicos a contar com prestação de serviços pelas diversas áreas da Prefeitura (coleta de lixo, varrição, aplicação de inseticida contra mosquitos etc.) Não se trata portanto de condomínio fechado, não tendo sido criado originalmente como tal e não podendo ser assim transformado, à revelia do interesse geral.

A justificativa de que desta forma se asseguraria segurança é frágil e pelo Brasil afora, sabe-se que os condomínios fechados não estão a salvo da criminalidade, que se alastra e se agrava a cada dia. Ao contrário deixar um bairro deserto, sem movimento de pessoas durante o dia, até aumenta o risco.

Pode-se entender tal busca de estar a salvo da violência urbana, mas o fechamento de bairros criando guetos e bairros ermos, está longe de ser a solução eficaz, como ainda prejudica direitos dos cidadãos que pagam impostos, usados inclusive em benefício do bairro em questão. Também é fato notório que este ambiente de isolamento tem sido caldo de cultura para surgimento das chamadas gangues de classe média, fenômeno que a mídia tem repercutido.

Pior ainda é ter ficado ciente, que mesmo entre os moradores do Jardim Apolo, há um forte clamor contra a forma não democrática pela qual a decisão foi tomada e contra a qual um grande número das famílias se opõe, seja por questões como as levantadas acima, como também por não desejarem arcar com os custos envolvidos.

Marcelo Morgado, São José dos Campos


Ruas do Apolo
www.valeparaibano.com.br/2006/02/17/pag02/cartas.html        17/02/2006

Há dias este jornal publicou um incidente ocorrido no Jardim Apolo, onde um senhor derrubou um portão que fecha uma das ruas do referido bairro.

Lamentavelmente, a culpa de tudo isso cabe à nossa prefeitura, que consente que se feche um logradouro público em prejuízo das pessoas que são obrigadas a por ali passarem. Isso é uma falta de respeito ao cidadão, que tem seu direito de ir e vir, bloqueado por uma associação de moradores, sujeitando ainda o cidadão a se identificar para um porteiro que não tem nenhuma autoridade para isso.

Diga-se de passagem, essa medida foi tomada por metade dos proprietários do bairro, não se constituindo maioria. Mesmo que houvesse maioria, essa medida não se tornaria legal.

A Associação de moradores conseguiu aprovar uma lei que de tão absurda, não foi sancionada pelo prefeito da época. A tal lei concede o fechamento de áreas, com ruas sem saída, o que não é o caso do Jardim Apolo, onde todas as ruas tem saídas e sempre foram usadas por operários que trabalham além da Avenida São João e estudantes que estudam na Etep e os que vão tomar ônibus para a faculdade, localizada na Urbanova.

Cremos que já está na hora de a Prefeitura ou do Ministério Público tomarem as providências necessárias para se acabar com esse inadmissível abuso. Está se abrindo um grave precedente, imagine se todos quiserem fechar suas ruas?

Carlos Bonfim, São José dos Campos


Portões do Apolo
www.valeparaibano.com.br/2006/02/05/pag02/cartas.html     05/02/2006

Venho aqui solidarizar-me com o comerciante que derrubou o portão do condomínio Apolo. Depois da colocação das ditas grades, nosso direito de ir e vir a uma praça pública foi dificultado em nome de uma segurança bem discutível.

Gostaria de saber do Ministério Público, tão cioso de suas funções, a legalidade de tal ato, beneficiando somente alguns privilegiados. Pode haver bloqueio de uma praça pública para seus freqüentadores? Eles dizem que é só se identificar, que é franqueada a entrada. Ora, sou um cidadão e acho que só devo identificar-me para autoridades, quando solicitado.
 
Clodomiro Narcizo, São José dos Campos


Prefeitura notifica comerciante
www.valeparaibano.com.br/2006/02/02/sjc/apolo2.html      02/02/2006

A secretária de Planejamento de São José, Eliana Pinheiro, disse que os estabelecimentos localizados nas avenidas São João e Nove de Julho, que fazem esquina com ruas do Jardim Apolo, estão em situação irregular.
 
"Esses prédios fazem parte do loteamento fechado e são considerados impróprios para o comércio. Nós já notificamos esses comerciantes e esperamos o tempo hábil para solucionar esses casos", afirmou.
 
Quanto ao comércio da avenida Madre Paula, a secretária disse que o estacionamento em volta do prédio só pode ser utilizado na avenida e que a parte que fica na Rua Amparo é considerada área verde e os veículos não podem ser estacionados ali.

Com relação à localização dos portões, a distância em que foram colocados foi decisão dos próprios moradores, segundo ela.

A advogada do condomínio, Araci Lopes Oliveira, disse que os portões foram colocados com autorização da prefeitura e que o bairro se tornou condomínio fechado depois de um longo período de legalização.


Bairro Fechado - Portão gera atrito no Jardim Apolo
www.valeparaibano.com.br/2006/02/02/sjc/apolo1.html      02/02/2006

O fechamento das entradas do Jardim Apolo, bairro nobre da região central de São José dos Campos, colocou em atrito ontem comerciantes e moradores. Os comerciantes reclamam que a colocação dos portões prejudicou o movimento, que teria sido afetado pela falta de vagas para estacionamento. Já os moradores alegam que o fechamento, autorizado pela prefeitura, seguiu as normas municipais.
 
Ontem, um desentendimento acabou com um dos portões do bairro danificado, na entrada da Rua Amparo, esquina com a Avenida Madre Paula.  O comerciante Ivan Donaldi Mello, 50 anos, dono de uma loja de móveis, acabou derrubando a grade após bater seu carro no portão. Ele disse todos os dias precisa entrar no condomínio para parar o carro em uma vaga que ficaria na calçada de seu estabelecimento.
 
Ontem, segundo ele, o porteiro teria fechado a entrada no momento em que passava com o veículo, provocando o acidente.  Mello disse que o fechamento está atrapalhando o movimento na região. "Os moradores pediram para que fechassem o bairro, mas não que impedissem todas as saídas, afinal algumas ruas do bairro ligam grandes avenidas da cidade. Sem contar que é constrangedor ter que me identificar todos os dias para estacionar em um espaço que é meu", disse.
 
Já o cabeleireiro Paulo Karbol, 44 anos, disse que também começou a ter problemas depois que os portões foram colocados na esquina do seu salão, localizado na Avenida Nove de Julho.
 
Ele afirmou que, no começo, os clientes estacionavam dentro ou na porta do condomínio e os moradores fizeram um abaixo-assinado para impedir a prática. "Tive que pedir para os clientes não estacionarem no condomínio, mas não acho correto terem colocado o portão antes da divisa do meu salão com as casas", disse.
 
IRREGULAR - A Prefeitura de São José regularizou o fechamento de nove condomínios residenciais, entre 2003 e o início de 2006, inclusive o Jardim Apolo. Além disso, estuda a possibilidade de regularizar mais 11 propostas.
 
Para que os decretos sejam aprovados, a prefeitura exige que os imóveis estejam localizados em áreas estritamente residenciais, que o requerimento seja assinado por mais de 50% dos proprietários e que eles se responsabilizem pela manutenção das vias. Ontem, a prefeitura informou que os estabelecimentos comerciais estariam em situação irregular e que seriam notificados.


Cury autoriza fechamento de 4 condomínios
www.valeparaibano.com.br/2006/01/31/sjc/rua1.html      31/01/2006
 
A Prefeitura de São José autorizou o fechamento de mais quatro condomínios de casas de alto padrão, incluindo o Bosque Imperial, onde reside o prefeito Eduardo Cury (PSDB). Também foi autorizado, por decreto, o fechamento do Residencial Altos da Serra 2 e 5 e do condomínio Jardim Aquárius 3.
 
O fechamento dos condomínios tem como base uma lei municipal de agosto de 99 que prevê o fechamento de ruas sem saída, loteamentos e vilas em São José. A lei só foi regulamentada pela prefeitura em 19 de maio de 2003 depois de intensa batalha jurídica sobre a constitucionalidade da medida. Diante da demora, alguns moradores chegaram a fechar ruas por conta própria, como no Jardim Alvorada.

O Ministério Público contestou a legalidade da lei, mas o Tribunal de Justiça do Estado julgou improcedente a ação em novembro de 2001.
 
ACESSO RESTRITO - Com a assinatura de mais quatro decretos na última sexta-feira, sobe para 8 o número de condomínios horizontais já regularizados em São José. Na prática, a autorização apenas regulariza a situação dos condomínios horizontais que já foram concebidos como loteamentos fechados e possuem guaritas que restringem o acesso de visitantes.
 
A Secretaria de Planejamento analisa ainda outros 11 pedidos encaminhados. "Os condomínios ficam responsáveis pela limpeza das vias, urbanização e manutenção das áreas verdes, entre outras obrigações", afirmou a secretária Eliana Pinheiro.
 
Ela disse ainda que o fato de o prefeito Eduardo Cury morar no Bosque Imperial não teve interferência na decisão. O tucano reside no condomínio há cerca de um ano. A síndica do Condomínio Bosque Imperial, Paula Flemnig Pucci, disse que o pedido de fechamento foi protocolado em maio de 2004.
 
Dos 75 proprietários, apenas 'dois ou três' não concordaram. A lei exige a adesão de 50% mais um dos moradores. "Pelo prefeito morar aqui e por ele ser muito rigoroso foi até mais difícil conseguir a regularização", afirmou.


Promotor diz que lei pode ser contestada
www.valeparaibano.com.br/2006/01/31/sjc/rua2.html    31/01/2006
 
Na avaliação do promotor de Habitação e Urbanismo, José Carlos de Freitas, de São Paulo, apesar de o Tribunal de Justiça ter rejeitado o pedido de inconstitucionalidade da lei que prevê o fechamento de ruas em São José, ainda é possível contestar a medida por meio de uma ação civil pública.
 
"O artigo 5º da Constituição garante o direito de ir e vir", afirma. Para o promotor, as guaritas e cancelas em condomínios horizontais que não estão regularizados deveriam ser retiradas. "Cabe à prefeitura essa fiscalização", afirmou Freitas.
 
A secretária de Planejamento, Eliana Pinheiro, afirmou que as guaritas não impedem a entrada das pessoas. "A lei diz que pode-se colocar a guarita, desde que a entrada não seja barrada."


Ruas do Jardim Apolo
www.valeparaibano.com.br/2005/10/01/pag02/cartas.html         01/10/2005

A transformação do Jardim Apolo em condomínio fechado realmente é um assunto polêmico. Por isso valho-me da coluna Carta do Leitor desse conceituado periódico da nossa região para expressar minha concordância com o sr. Weber Souza Lima, que, no último dia 22, mostrou-nos um número maior de cidadãos sai prejudicado em função dos interesses de uma minoria, que, à guisa de maior segurança ou melhor qualidade de vida, transforma uma área pública em área privada.
 
A meu ver, não é bem por aí que vamos resolver o problema de segurança ou qualidade vida, mas sim pela eliminação das diferenças sociais e pelo estabelecimento de condições de educação para todos, indistintamente. Essa atitude é que é fundamental! Mas é bom analisar os detalhes: recentemente a Prefeitura inverteu a mão de trânsito em cada uma das entradas para o referido condomínio, desenhou faixas, colocou placas, ao longo da avenida 9 de julho, para facilitar o acesso dos moradores. Fez tudo isso com uma presteza fora do comum.
 
O problema é que por causa disso foram canceladas diversas vagas de estacionamento público que existiam ao longo dessa avenida. Tudo nos leva a crer que quem está de fora não merece atenção. Eu moro numa rua, onde há mais de 30 anos existe uma feira-livre todas as sextas-feiras (até na Sexta-Feira Santa). Com a redução de vagas de estacionamento na av. 9 de julho e a proibição de se estacionar no jardim Apolo o trânsito local, nesses dias, torna-se complicado.
 
Mas analisando mais profundamente a questão parece-nos que a Lei que permitiu a transformação de determinadas áreas em condomínios fechados é que já nasceu torta. Ela não exige a adesão de 100% dos moradores do local. Depois, se a moda pega, como é que fica o Plano Diretor da cidade? São José é uma cidade que cresce rapidamente e cabe ao Governo Municipal zelar por um sistema viário que atenda aos interesses de toda a população.
 
Acho que está na hora de nossos representantes na Câmara reanalisarem essa lei do ponto de vista constitucional e quiçá, revogá-la, a fim de que não venha a causar problemas futuros para os governantes e munícipes de nossa cidade.
 
Lori Vicente Caneppele, São José dos Campos


Tipo de construção gera polêmica
www.valeparaibano.com.br/2005/09/25/sjc/domvila3.html       25/09/2005

A legalização dos condomínios horizontais fechados em São José dos Campos causou e vem causando polêmica na cidade. Por força de lei, a prefeitura já regularizou vários condomínios.

A lei que permite a regularização dos condomínios, de autoria do vereador Jorley do Amaral (PFL), foi aprovada em 1999, mas o então prefeito Emanuel Fernandes (PSDB) negou-se a sancioná-la.

A inconstitucionalidade do texto foi o motivo alegado pelo ex-prefeito para evitar a sanção. A lei acabou sendo promulgada pela Câmara e o embate foi transferido para a alçada judicial.

No ano passado, o Tribunal de Justiça validou a lei e a prefeitura foi obrigada a acatar o texto a colocá-lo em prática. Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, oito condomínios foram legalizados, entre eles Quinta das Flores, Jardim Aquárius, Jardim das Flores, Jardim Apolo, Colinas e Floresta.

Outros dois pedidos de fechamento estão em fase final de tramitação na pasta, que analisa também o pleito de moradores do Jardim Aquárius 3 e Bosque Imperial para legalizá-los.

No Jardim Apolo, o fechamento de ruas do bairro é polêmico. Há reclamações de que o acesso ao local está restrito, o que é negado pela Sociedade de Amigos do local.

Outra polêmica causada pela lei foi com relação à prestação de serviços públicos como coleta de lixo. Estabeleceu-se que a coleta ficaria a cargo da prefeitura, cabendo ao condomínio a responsabilidade pela manutenção de áreas verdes.


Fechamento de Ruas
www.valeparaibano.com.br/2005/09/22/pag02/cartas.html        22/09/2005
 

Sou arquiteto e tenho 33 anos. Moro em São José dos Campos desde os 3 anos de idade, por isso considero-me joseense. Já morei no Jardim Esplanada, na Vila Adyanna, na Vila Ema e inclusive no Jd. Apolo (rua Itatiba), hoje moro no Jardim Aquarius.
No dia 10 de setembro (sábado), sai de minha casa para correr, uma atividade física que pratico de 2 a 3 vezes por semana. Sempre utilizei as áreas verdes publicas para a prática do esporte.
 
Neste dia fui para o Jardim Apolo, bairro que já morei e local que utilizo com freqüência. Quando cheguei próximo, percebi que as ruas estavam fechadas com grades e como eu estava num ritmo de atividade física constante, achei melhor não parar pois não queria quebrar o ritmo do exercício. Perguntei ao guarda, correndo em círculos o que havia acontecido e o mesmo respondeu que o Apolo havia se transformado em um condomínio fechado. Fiquei muito surpreso, pois senti como se tivesse perdido um local que sempre utilizo para o lazer.
 
No dia seguinte, inconformado com esta situação, peguei meu carro e dirigi até o Apolo. Parei o carro em frente ao portão e disse que queria entrar para ir até a área verde. O porteiro disse que eu poderia entrar, porém a pé, sem meu carro. Eu disse que queria entrar e que aquela área é pública, o porteiro informou que apenas estava cumprindo ordens e que se eu quisesse eu poderia chamar a polícia.
 
Estou me dirigindo ao ministério público pois considero esta situação um verdadeiro absurdo, uma situação insuportável de abuso de poder, onde nosso direito de ir e vir como prevê a Constituição Federal está sendo infringido de uma forma extremamente arbitrária e ofensiva.
 
Acredito que os moradores do Apolo tomaram a decisão de fechar as ruas do bairro para que possam ter mais segurança e portanto uma melhor qualidade de vida, porém não é possível melhorar a qualidade de vida de alguns em detrimento a qualidade de vida de todos os outros moradores da região. Não é admissível que a população perca toda uma área de lazer para que alguns poucos tenham uma melhor qualidade de vida. Espero que o Ministério Público nos ajude a retirar todos os obstáculos que dão acesso ao Apolo fazendo valer o direito que temos como cidadão de usufruir de qualquer área pública da nossa cidade.

Weber Souza Lima, São José dos Campos


Dois Pesos, Duas Medidas
www.valeparaibano.com.br/2005/09/20/pag02/cartas.html        20/09/2005

Trechos da carta
 

Vivenciei na sexta-feira, em um só momento, duas situações em que senti afrontado um dos princípios sagrados que pautam a nossa sociedade: a de que a lei é igual para todos.
 
Primeira constatação: ao ser multado, por estacionar o carro na altura do nº 1.027, da avenida 9 de julho, em local proibido, tentei ponderar ao Agente de Trânsito, que, por se tratar de imediações de feira-livre, o bom senso recomendava uma certa tolerância desde que, é evidente, o trânsito não fosse afetado. (...)

Sem êxito. Foi impassível. (...) apontei-lhe para outro lado da avenida onde cerca de 10 veículos, inclusive um da própria prefeitura, estavam igualmente estacionados irregularmente, (...)

Candidamente respondeu-me que estava ali atendendo apenas a pedidos de moradores do bairro, feitos através do telefone 190 (...) Configurou-se, portanto, prática de autuação seletiva: autuou apenas aqueles que se postavam próximos a dois acessos do Jd. Apolo, de onde partiram as reclamações. (...) Os privilegiados moradores desse bairro foram agraciados, por conta de recente lei municipal, com a constituição de um condomínio particular, conquistado com o fechamento de vias públicas.
 
Além de se apropriarem dessas vias afluentes, tomaram ainda importante parte do estacionamento da avenida 9 de Julho, destinada que foi para 'facilitar' o acesso dos moradores do Apolo que, por certo, não podem sofrer as agruras do trânsito que o cidadão comum enfrenta no seu cotidiano.
 
Em suma, uma pequeníssima parcela da nossa sociedade, é privilegiada por excessivas dádivas, em detrimento de muitos cidadãos que igualmente cumprem com as suas obrigações impostas pelo Estado. Remete-nos à máxima de que há cidadãos mais iguais que outros.
 
Mahmud Ahmed, São José dos Campos


Planejamento Urbano - MP questiona fechamento do Apolo   26/01/2005
www.valeparaibano.com.br/2005/01/26/sjc/apo1.html
 
Promotor cobra explicações da prefeitura sobre liberação para bloqueio de ruas de bairro de São José

A Promotoria de Habitação e Urbanismo de São José analisa a possibilidade de abrir um inquérito civil público para investigar supostas irregularidades na autorização do fechamento de 12 ruas do Jardim Apolo.
 
A liberação para fechamento do bairro foi a primeira concedida pelo governo tucano desde a aprovação da lei e de um decreto municipal que estabeleceu as regras para a restrição do acesso em loteamentos, vilas e ruas sem saída.
 
O Jardim Apolo é um bairro residencial de alto padrão localizado na região central de São José dos Campos. Residem no local o prefeito Eduardo Cury (PSDB) e o vice-prefeito Riugi Kojima (PSB).
 
O promotor de Habitação, Gustavo Médici, já encaminhou ofício à Secretaria de Planejamento pedindo o inteiro teor do procedimento administrativo que autorizou o fechamento e a matrícula de parcelamento do bairro.
 
O pedido foi protocolado no último dia 18 de janeiro na prefeitura.
 
"Estamos fazendo uma averiguação preliminar e só depois de analisar os documentos é que vou decidir quais as providências", afirmou o promotor.
 
O Ministério Público entende que a lei é supostamente inconstitucional ao restringir o 'direito de ir e vir' das pessoas.
 
A Procuradoria Geral do Estado chegou a propor uma ação direta de inconstitucionalidade contra a legislação de São José, mas o Tribunal de Justiça do Estado negou provimento ao pedido em setembro de 2001.
 
O processo atrasou a aplicação da lei, de autoria dos então vereadores Jorley Amaral (PFL), Florivaldo Rocha (PFL) e Itamar Coppio (PMDB), aprovada em agosto de 99 pela Câmara.
 
O decreto do ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB) regulamentando a legislação só foi publicado em maio de 2003.
 
A secretária de Planejamento de São José, Eliana Pinheiro Silva, afirmou ontem que todos os questionamentos do Ministério Público serão atendidos.
 
Ela praticamente descartou novas autorizações para fechamento de outros bairros, com exceção de condomínios horizontais, cujo projeto original já prevê a instalação de muros e guaritas (leia texto nesta página).
 
FECHAMENTO -O fechamento de ruas no Jardim Apolo com a construção de portões e guaritas teve início em dezembro, mas a chuva acabou atrasando algumas obras.
 
A maioria das ruas, que tem como acesso a avenida Nove de Julho, já foi fechada.
 
O vice-presidente da Socimja (Sociedade dos Moradores do Jardim Apolo), Jonas Martins Filho, disse ontem que desconhece a iniciativa do MP. "Só posso dizer que tudo que a legislação pediu nós fizemos", afirmou o líder comunitário.
 
Para os moradores do Jardim Apolo, o fechamento do bairro vai aumentar a segurança e evitar a desvalorização dos imóveis em razão de problemas como assaltos às residências --80% dos cerca de 200 proprietários aprovaram em assembléia a mudança.
 
Com o fechamento, o acesso passa a ser controlado. Todos que quiserem entrar na área terão que se identificar na portaria.
 
"Na minha rua a maioria pagou à vista os R$ 750 para custear as obras. Foi a única forma encontrada de melhorar a segurança", disse o ex-procurador do Estado José Lima de Siqueira, morador da rua Socorro. O fechamento da via será finalizado nos próximos dias.


Governo nega novas autorizações    26/01/2005
http://www.valeparaibano.com.br/2005/01/26/sjc/apo2.html    

A secretária de Planejamento de São José, Eliana Pinheiro Silva, praticamente descartou novas autorizações para fechamentos de bairros em São José dos Campos.
 
De acordo com Eliana, a falta de 'condições técnicas' para o fechamento é o principal obstáculo para novas concessões.
 
No ano passado, a prefeitura negou o pedido de fechamento de parte do Jardim Esplanada e San Marino, na zona sul.
 
A autorização depende da análise do sistema viário, controle de acesso para veículos e pedestres e aspectos urbanísticos, de acordo com a legislação municipal.
 
"No Apolo todos as exigências definidas na lei foram respeitadas, inclusive um recuo de 10 metros para dentro da rua para não prejudicar o trânsito nas avenidas São José e Nove de Julho", disse Eliana.
 
O ValeParaibano apurou que o prefeito Eduardo Cury (PSDB) é pessoalmente contra o fechamento e acredita que a lei aprovada pela Câmara é 'frágil' sob o ponto de vista jurídico. Ele prefere não comentar o assunto quando questionado.
 
CONDOMÍNIOS - Além do Jardim Apolo, outros dois condomínios horizontais já fechados originariamente foram regularizados pela prefeitura: Floresta, no Vista Verde, e Morada da Serra, no Urbanova 1.
 
A Secretaria de Planejamento informou que outros cinco condomínios já estão tecnicamente aptos e devem ter a situação regularizada nas próximas semanas: Quinta das Flores, Jardim das Colinas, Sunset Park e Aquárius 4 e 5.
 
Outros 14 processos de regularização de condomínios estão em tramitação atualmente.
 
O fechamento de condomínios horizontais toma como base uma lei federal de 1976, que permite o controle do acesso aos conjuntos residenciais, desde que já haja previsão no projeto original.


Segurança nas Ruas
www.valeparaibano.com.br/2005/01/12/pag02/cartas.html     12/01/2005

Na minha opinião, o Cel. José Vicente da Silva Filho é o papa da Segurança! Muito admirável seu trabalho, com uma percepção magnífica no que diz respeito ao assunto. Seu artigo publicado no último sábado tem fundamentos reais e lógicos, mas pergunto: existe outra maneira de nos precavermos, se não gradearmos todas as nossas residências?
 
Que consequentemente os imóveis do Jardim Apolo irão valorizar, quanto a isso não resta dúvidas.
 
Cel. José Vicente, precisamos de homens competentes e honestos como o senhor, pois segurança neste país é coisa que dá muito dinheiro para quem explora!
 
Rubens Pinotti, São José dos Campos


A Segurança Pública e os Novos Guetos
www.valeparaibano.com.br/2005/01/08/pag02/artigao.html      08/01/2005

Entre 99 e 2003 os homicídios caíram 36% em São José dos Campos, já considerado o crescimento populacional do período, em que a redução foi de 10,14% no interior e de 19,8% em todo o Estado. A redução de mais 20% até o mês de setembro de 2004, chegará ao nível mais baixo dos últimos 12 anos. Os assaltos e os furtos e roubos de veículos não tiveram o mesmo desempenho, mas foram contidos pois registraram variação de pouco mais de 1%. A significativa redução dos assassinatos em São José dos Campos deve ser debitada muito mais à gestão da prefeitura do que às ações policiais pois os homicídios refletem muito mais condições sociais de áreas degradadas que outros fatores de criminalidade.
 
Os recursos e competência policial estão mais relacionados aos níveis de furtos e roubos praticados repetidamente pelos criminosos (a expressiva maioria dos homicidas pratica uma única morte, geralmente por desavenças pessoais). Os investimentos municipais em prevenção social, educacional e assistencial nas áreas mais violentas, particularmente nos conjuntos D. Pedro e no Campo dos Alemães, reduziram as dificuldades e as tensões e elevaram as condições de cidadania da população. Adicionalmente, o exemplar trabalho realizado pela Fundação Hélio Augusto de Souza com mais de 5.000 crianças e adolescentes carentes e em situação de serem tentados para o crime, possibilitou à gestão do ex-prefeito Emanuel Fernandes um dos melhores desempenhos no País em termos de contenção da violência.

Esperemos que as polícias civil e militar ampliem sua eficácia com a próxima vinda do sistema de mapeamento criminal, denominado Infocrim, e com uma cooperação mais estreita entre elas no planejamento, implementação e avaliação das ações da prevenção e repressão dos demais crimes.

Nesse contexto tão favorável é de causar estranheza a concordância da prefeitura em permitir o fechamento das ruas que dão acesso ao Jardim Apolo, próximo ao centro da cidade. Os argumentos que procuram justificar o fechamento são equivocados.
 
Além das oportunas considerações sobre princípios de cidadania e de exercício de direitos há realidades bem palpáveis a serem colocadas. Uma delas é o fato da Praça Professor Flávio Roberto Craveiro --que fica dentro do Jardim Apolo-- ser um logradouro público de lazer que será tomado da população. Outra, é a evidência de que o Apolo não se enquadra na mencionada lei municipal 5.411/99 porque suas ruas têm saída, já que saída não pode ser entendida apenas como via de escoamento de veículos.
 
Lembramos que o Jardim Apolo, situado entre duas das principais artérias da cidade, avenida São João e avenida Nove de Julho, forma um imenso quarteirão de quase um quilômetro e serve a inúmeros pedestres para transitar entre uma avenida e outra.
 
É falaciosa a argumentação de que as grades de isolamento das ruas se destina a resguardar a vida dos moradores, o que estaria acima do direito de ir e vir e que a identificação dos que demandem o acesso das vias públicas através do Jardim Apolo seria fator de segurança para esses pouco mais de 500 moradores. O fato é que o grau de vulnerabilidade à violência pode ser medido pela incidência criminal do lugar, ou seja, onde há mais crimes --sejam assassinatos ou assaltos-- há mais perigos para moradores. Assim seria mais lógico que o poder público ajudasse as populações pobres das zonas sul e leste a colocar grades em seus bairros.
 
A realidade é que nos últimos 15 anos pode-se contar nos dedos da mão os registros policiais de fatos ocorridos no Jardim Apolo, um dos lugares mais seguros e tranqüilos desta cidade. E alguém acredita que existirá segurança pela mera exigência burocrática de exibição de uma identidade?
 
A dura realidade é que esse 'gueto chique' que está sendo formado revela a predisposição ao isolamento mental e cultural das elites de nossa sociedade e uma mal disfarçada especulação imobiliária, já que o fechamento implicará imediata valorização dos imóveis.

Esperemos que o Ministério Público adote as competentes iniciativas para denunciar o não enquadramento do Jardim Apolo na lei municipal que permite o fechamento de loteamentos, vez que não há argumentos de segurança respaldados pela incidência criminal, nem se pode vedar uma praça pública ou o livre trânsito de pedestres entre duas das principais artérias desta cidade.

José Vicente da Silva Filho é pesquisador do Instituto Fernand Braudel e ex-secretário Nacional de Segurança
www.josevicente.com.br


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